No pain, no gain

Será que a dor muscular é mesmo necessária para ter resultados com o treino?

 

Sabia que a dor muscular tardia pode aparecer entre 6 até 72h após o treino? Isso mesmo. E foi por causa disso, que surgiu o paradigma de que a dor é necessária para ganhar músculos, impulsionando o famoso “no pain, no gain”, ou seja, sem esforço não há resultado. Mas, será que isso é verdade?

Durante o exercício, microlesões são produzidas naturalmente no músculo gerando inflamação, dor e uma diminuição da capacidade de exercitar o mesmo grupo muscular nos próximos dias. Os especialistas chamam isso de redução da capacidade funcional.

Isso é mais comum no início da prática de exercício, porém, passado algumas sessões essa dor diminui ou deixa de existir. Isso não quer dizer que aquele estímulo deixou de funcionar, mas que o corpo sofreu uma adaptação e conseguiu minimizar o dano produzido pelo exercício, um processo natural.

nopainnoagain

Alguns outros pontos também devem ser levados em consideração quanto pensamos em dor e exercício. Um deles é que as pessoas apresentam sensibilidades diferentes à dor, portanto, esse é um critério de avaliação subjetivo e não é válido para avaliar a eficácia do treinamento físico. Outro ponto é que as pessoas iniciantes sentem mais dores que os mais treinados. E, por fim, existem grupos musculares mais suscetíveis à dor que outros. É importante, ressaltar que a dor constante, que não melhora com repouso, impossibilita o treino por muitos dias e interrompe o sono, precisa de uma avaliação médica detalhada.

O ganho de massa muscular (conhecido como hipertrofia) é complexo e depende de vários mecanismos, sendo que a ciência do esporte não tem a explicação clara de como isso ocorre. Entre as possibilidades, sabe-se que é um processo adaptativo que ocorre através de reparação, remodelação em resposta à contração muscular e/ou aumento da produção de hormônios que estimulam o aumento da massa muscular. Ou seja, a adaptação não é um sinal que o exercício não funciona, pelo contrário, ela está envolvida nesse processo.

Existem outros fatores relevantes no processo de hipertrofia como a alimentação adequada e  o descanso. Para quem busca esse objetivo, a alimentação deve conter uma quantidade de proteína maior que o recomendado para a população geral e o uso de suplementos alimentares deve ser avaliado por um nutricionista. Além disso, é aconselhado ter um descanso adequado entre os treinamentos, evitando treinar os mesmos grupos musculares por dias seguidos. Dormir bem também é importante, pois durante o sono, os hormônios relacionados à hipertrofia são produzidos em maior quantidade.

Assim, não é a dor muscular que irá garantir os resultados do treino de musculação. E sim, a combinação de uma frequência adequada de exercícios, a alimentação equilibrada e o descanso.

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